Mais uma vez eu venho aqui, trazer tua encomenda.
Acho que nunca vou adivinhar o que tem dentro dessa caixa,
sempre com o mesmo peso, sempre do mesmo lugar, sempre no mesmo dia da semana.
Eu saio, e desço dois degraus até você me chamar:
-Hey, sua gorjeta...
...
Até agora não sei porque não voltei.
Talvez eu não queira mais só uma gorjeta.
Acho que com sua maneira de abrir a porta, e de me receber com um sorriso, acabou abrindo meu peito também.
Uma caixa que estava fechada ja fazia um tempo.
Ahh...agora eu sei, veja você...
Agora eu sei o que tinha dentro dessas suas caixas, você compra sempre o que eu tranquei pra não dar a mais ninguém.
Mas agora, você abriu minha caixa, ja sabe o que tem dentro, e eu ja sei das suas também, e quero te dar isso.
Hoje estou aqui, te olhando de baixo, esperando você abrir a janela para arejar tua sala úmida.
Olhe aquí em baixo, oque você vê?
Olho pra cima, oque eu vejo?
Eu estou olhando por você, me ache.
É só aceitar.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
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